Translate

quinta-feira, 29 de março de 2012

TDR = TR?


Olá pessoal este post é originado em um e-mail que respondi a uma colega da UFRGS e achei que deveria compartilhar estas percepções aqui! Os termos em questão são: Tecnologias de Rede - TR e Tecnologias Digitais de Rede - TDR.


Thu, 29 Mar 2012 14:05:06 -0300Venho utilizando o seu conceito de TR e surgiu uma pequena dúvida. Venho trabalhando com o conceito de TDR e fiquei em dúvida quanto a importância/necessidade de inserir a palavra DIGITAL. A dúvida que fiquei é se "Existe alguma tecnologia de rede que não seja digital?". Há a necessidade de trabalhar com o conceito de TDR ou as TR dão conta já que quero focar nos seguintes dispositivos: desktops, notebooks, netbooks, tablets e celulares.

Bueno, eu trabalhei na tese com o conceito de TR, fazendo uma clara referência às tecnologias que tem, em sua essência, a dimensão hipertextual das redes. Veja que o hipertexto dá conta de compreender a dinâmica da comunicação, que é veículo da inteligência (por isto poderíamos tb utilizar tecnologias da inteligência) e que esta comunicação existe a muito tempo, obedecendo é claro o tempo natural das estratégias/tecnologias/meios utilizados e criados para tal, passando pela oralidade, pela escrita, pela informática e finalmente pela rede - veja que somente as duas últimas estão no campo das digitais.

Assim, partindo do princípio de que a referência que faço à rede tem ênfase no processo comunicativo possibilitado/estabelecido/potencializado e não à tecnologia em si, não poderíamos vincular rigidamente toda tecnologia de rede como digital, embora eu deixe claro que estou me referindo às tecnologias digitais. Veja que, de certa forma e guardadas as devidas proporções, o livro é uma tecnologia de comunicação, mas que não é digital. Claro que não se compara à flexibilidade, à agilidade, à capacidade de transformação e de apresentação das informações, à conexão instantânea entre todos os que, de alguma forma estejam em contato com seu conteúdo, etc, etc.

Mas veja que não estou dizendo que as as tecnologias de base digital são melhores ou piores do que as de base analógica ou atômica. Estou enfatizando tão somente que elas são diferentes. Tudo o que eu quero ao ler um livro, é (claro) ler um livro. Não desejo navegar, nem me teleportar ao sabor de hiperlinks no seu anterior (que existem em formato de notas de rodapé, referências a outros autores, etc, etc.). Da mesma forma, quando navego em um mar formado por bit, td o que eu NÃO quero é ler um livro, mas me perder no emaranhado de códigos, formatos, sensações e caminhos.

Assim, penso que utilizar o termo TDR te poupará de definir quais tecnologias de rede estás tratando.

Bem qualquer coisa, prenda o grito!



terça-feira, 27 de março de 2012

Sobre hackers, inovação e cinema

Ok, é certo que o cinema, especialmente o norte-americano, tem a capacidade de tornar uma história corriqueira (e esta que é tema deste post não é) em, no mínimo interessante. Competência técnica então, sem se fala. Por fim - ao menos para que chegue aonde eu quero - a capacidade de romancear, de transformar qualquer argumento em algo empolgante, digno de ser chamado de história.

Bem, hoje estou me referindo especificamente ao filme Piratas do Vale do Silício,  que apresenta a história de dois dos quatro personagens principais da história recente da humanidade - e vou me dar ao luxo de ser assim determinístico, pq afinal de contas estou em um blog... ;-):  Steve Jobs, Steve Wozniak, Bill Gates e Mark Zuckerberg, este último fora do (deste) filme, mas que é também responsável por uma revolução cultural, social e econômica, mas falamos disto em outro momento!!!


Mas vamos fazer assim: vou entrar no clima, ok? Ignorando se a história oficial é diferente. O que pode ficar para este grupo de 60 pessoas que compartilharam algumas horas de suas vidas comigo assistindo a este filme? (se amanhã eu desaparecer da face da terra é a galera do ACTA que me "pegou" rsrsr)

Me parece que o filme nos remete à essência do termo hacker, que tem a ver com superação, com inovação, com criatividade, com reconhecimento pela competência e com a vontade de mudar o mundo. Bem, podemos ter todos os poréns que quisermos, mas não podemos argumentar logicamente contra a ideia de que Apple e Microsoft nos aproximaram um pouco mais do que chamávamos de futuro e que, com sua percepção de mercado, transformaram o mundo moderno colocando computadores nas mãos, mesas e bolsos de cada um de nós.

Agora me pergunto, quantos Jobs e Gates estão perdidos/as por aí, sentados em bancos escolares precisando somente de um grande desafio para mudar o mundo... Quem está a fim?

O mundo precisa de Hackers




Não esqueçam que Sérgio Amadeu estará na primeira noite do Seminário Nacional de Inclusão Digital... ;-)
http://senid.upf.br


Ah, pra finalizar com humor:
"O lucro está nos computadores não nos softwares" (IBM)
Querem que a Xerox considere uma coisa chamada "mouse" (Xerox) 
A interface gráfica foi inventada pela Xerox., mas a Apple a popularizou, e daí?